26 de março de 2019 in Consumo ConscienteErica Rusch TV

Conheça o país que irá banir as fraldas descartáveis a partir de dezembro

Você sabe do que é feita uma fralda comum? Basicamente ela é composta por três materiais: polietileno sintético (externamente), que é derivado de petróleo, pasta de papel e poliacrilato de sódio (internamente), um superabsorvente, além de outros produtos químicos. “Estima-se que, em um ano, uma única criança seja responsável pelo uso de 130 quilos de plástico”, explica o site Ecycle, especialista em reciclagem. 

Fraldas descartáveis

Ao pensar nisso, o país-ilha Vanuatu, na Oceania, decidiu que irá banir as fraldas descartáveis e outros materiais plásticos a partir de dezembro de 2019. A informação foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Ralph Regenvanu, durante uma conferência em Port Vila, capital do arquipélago. Além das fraldas, serão proibidos ainda os talheres de plástico, copos de poliestireno (isopor), “mexedor” de bebidas também feito de plástico e alguns tipos de embalagens de alimentos.

Para justificar a decisão, o ministro apresentou um estudo o qual demonstra que a fralda descartável é o objeto de uso individual mais comum entre os resíduos domésticos de Port Vila. Para se decompor, cada unidade pode demorar de 500 a 600 anos no meio ambiente, o que pode contaminar o solo, os mares e rios. Como boa parte dos países-ilha espalhados pelo mundo, Vanuatu encontra-se atualmente ameaçado de “sumir do mapa” pelas mudanças climáticas.

Antes das fraldas e invólucros descartáveis, Vanuatu já havia proibido as sacolas plásticas, canudinhos e embalagens de isopor. O Huffington Post explica que tudo isso começou com uma campanha no Facebook que, aos poucos, foi ganhando a atenção de legisladores. Além disso, o país insular do sul do Pacífico quer liderar o movimento em favor da redução da produção de resíduos. Uma mudança na qual o arquipélago, que é composto por 83 ilhas, só tem a ganhar, uma vez que tem a agricultura de subsistência e o turismo como fonte de renda.

Nesse sentido, as mamães e papais que habitam Vanuatu terão que começar a pensar seriamente na compra de fraldas ecológicas para seus pequenos.

Foto: @noseodavi/Instagram

Alternativa
Alternativa às fraldas descartáveis, a fralda de pano é composta por uma capa que tem o formato tradicional e um ou dois absorventes (paninhos em formato retangular que se encaixam na parte de dentro da estrutura). Para fechar, há velcros ou botões, e o tamanho da capa vai sendo ajustado conforme o tamanho da criança, com a cintura mais ou menos apertada, assim como as perninhas, explica Carla Leonardi, da Bebê.com.br.

“Quando o bebê faz xixi ou cocô, todo o resíduo é absorvido pelos forros e nada é passado para a capa. O que pode acontecer eventualmente, porém, é sujar as beiradas de dentro da estrutura, que aí sim deverá ser lavada. Como os panos são menos agressivos à pele do bebê e absorvem bem os resíduos, as fraldas ecológicas não pedem o uso de pomadas contra assadura, até mesmo porque elas podem impermeabilizar o tecido. A frequência de troca não é exata, pois vai depender da quantidade de absorventes colocados, se são absorventes noturnos (que duram mais) ou não, do fluxo de xixi, entre outras questões. Em geral, com dois forros, a fralda tende a durar de quatro a seis horas. Quando a troca acontecer na rua, o ideal é guardar o absorvente em um saquinho impermeável até voltar para casa”, observa Leonardi.

A blogueira e youtuber Juliana Goes, mãe da pequena Anne Liv, fez um relato sincero em seu canal sobre a experiência com as fraldas ecológicas. Assista:

 

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